Confira a relatoria final das trilhas

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Confira os relatórios de todas as trilhas validados na plenária final.

Caso queira fazer um comentário adicional, utilize as seções de cada página.

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Nota sobre a transmissão simultânea

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Pedimos desculpas pelos inconvenientes que impediram a transmissão contínua das trilhas, prejudicando quem estava assistindo remotamente o evento. O meio de acesso disponível e o mau tempo, além da diversidade de equipamentos envolvida nas seis salas do evento, foram alguns dos contratempos que nossa equipe técnica enfrentou.

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Transmissão remota e chat

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Se você não pode vir até São Paulo para participar das discussões do I Fórum da Internet no Brasil, poderá acompanhar todas as atividades pela transmissão remota e interagir por meio do chat de cada uma das trilhas pelos links abaixo:

  1. Liberdade, privacidade e direitos humanos
  2. Governança democrática e colaborativa
  3. Universalidade e Inclusão Digital
  4. Diversidade e conteúdo
  5. Padronização, interoperabilidade, neutralidade e Inovação
  6. Ambiente legal, regulatório, segurança e Inimputabilidade da rede

O evento terá todas as seis trilhas transmitidas no formato OGG (codecs Theora e Vorbis) que é suportado nativamente por browsers que atendem ao padrão HTML5.

Se o seu browser não suporta HTML5 (por exemplo, IE 6, 7 ou 8), os vídeos podem ser assistidos normalmente através de um applet em Java, e caso sua máquina não possua suporte a Java, os vídeos podem ser assistidos através do VLC Media Player que possui versões para Windows, Mac, Linux e BSD.

Para mais informações, acesse a página do Chat e Transmissão.

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Mapeando as questões chave nas trilhas

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Juntando conversas e postagens, coloco abaixo uma contribuição à discussão das subtrilhas. Para acelerar os ponteiros para o Fórum que já está aí!

1. LIBERDADE, PRIVACIDADE E DIREITOS HUMANOS

-Proteção dos direitos humanos na rede

-Garantia de direitos e liberdades na Internet

-Privacidade e proteção de dados pessoais

-Direitos das crianças e adolescentes

-Liberdade de Expressão

 2. GOVERNANÇA DEMOCRÁTICA E COLABORATIVA

-Governança internacional da Internet: modelo e locus da governança

-Internet como serviço de valor adicionado

-Organização da Internet no Brasil

-Dinâmica e transparência do Comitê Gestor

 3. UNIVERSALIDADE E INCLUSÃO DIGITAL

-Regime jurídico e universalização

-Infraestrutura e redes

-Programa Nacional de Banda Larga (PNBL)

-Qualidade da banda larga

-Medidas de apoio à inclusão digital

-Espectro aberto e democratização do acesso

 4. DIVERSIDADE E CONTEÚDO

-Acesso ao conhecimento e à cultura

-Incentivo à produção nacional e regional de conteúdos para a Internet

-Garantia da diversidade cultural, de gênero e étnico-racial

-Produção e compartilhamento de conteúdos

-Publicidade na rede

-Propriedade intelectual no cenário digital

-Modelos de sustentabilidade

 5. PADRONIZAÇÃO, INTEROPERABILIDADE, NEUTRALIDADE E INOVAÇÃO

-Defesa dos padrões abertos

-Neutralidade na rede

-Estímulos e garantias para a inovação

-Interoperabilidade e os desafios da mobilidade

-Acessibilidade para portadores de necessidades especiais

-Espectro aberto

 6. AMBIENTE LEGAL, REGULATÓRIO, SEGURANÇA E INIMPUTABILIDADE DA REDE

-Marco Civil da Internet

-Tecnologias e legislação sobre crimes na Internet

-Guarda de logs

-Equilíbrio entre segurança, liberdade e privacidade

-Norma 4 e regulação da Internet (serviço de telecomunicações ou serviço de valor adicionado)

-Governança e regulação do espectro

 

 

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Medição da qualidade da “banda larga”

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Um dos tópicos em discussão é a medição da qualidade da conexão permanente à Internet na ponta (via ADSL, TV a cabo, satélite ou serviço de rede sem fio), chamada (até agora inadequadamente devido à péssima qualidade a preços escorchantes) de “banda larga”.

Abaixo está a reprodução de uma mensagem do Sinditelebrasil com sua posição sobre a medição da dita banda larga. O assunto precisa ser abordado a partir do entendimento de como a Internet está organizada desde que, há muitos anos, estruturou-se como um conjunto de sistemas autônomos (ASs, contendo blocos contíguos de números IP que, no padrão IPv4, tipicamente vão de 4.096 a 16,7 milhões de endereços) interconectados por roteadores através de protocolos específicos que definem os caminhos (escolhidos por convênios ou contratos bilaterais) de trânsito entre ASs.

Hoje há pouco menos de 40 mil ASs ativos, definindo “nuvens” específicas com critérios de tráfego interno específicos e trânsito com outras nuvens definido por esses acordos bilaterais. Uma grande operadora pode deter mais de um AS, já que pode operar em vários territórios e/ou ter um número muito grande de conexões na ponta em determinado espaço, e procura seguir os critérios de distribuição regional de IPs definidos no âmbito da Number Resource Organization (NRO).

Nesse contexto real, o que exatamente o SindiTelebrasil quer medir? Pela frase no primeiro parágrafo (“o modelo de medição da qualidade dos serviços de banda larga deve se restringir às redes das prestadoras”), as medições deveriam estar restritas ao tráfego interno em cada AS ou cada “nuvem” controlada por uma operadora?

Vamos a um exemplo. Ao usuário na ponta (por exemplo, conectado por um enlace ADSL à rede da Telefónica) não interessa se o serviço que ele quer utilizar (por exemplo, visualizar um sítio Web) está em uma “nuvem” da operadora que fornece sua conexão à rede ou está em um AS da Cogent Communications nos EUA — ele quer simplesmente consultar a página Web oficial de turismo da Zâmbia sobre o Lago Tanganica. Por que é tão lenta, se estou pagando por um enlace de 1 Mb/s, só meu computador está usando esse enlace agora, e tenho 1 Mb/s só para abrir a página da Zâmbia (que está fisicamente em um “datacenter” da Cogent em algum lugar dos EUA)?

O que quer que venha a ser medido, é para o interesse desse usuário ou para consumo publicitário de uma operadora?

Interessa medir a qualidade do tráfego intranuvem da operadora? Sim, definitivamente. Se ela sequer consegue entregar as velocidades contratadas no interior de seu próprio AS, trata-se um caso trivial de serviço ruim.

Mas o usuário quer chegar ao serviço na outra ponta com a melhor qualidade possível — ele quer usar a Internet, não apenas a rede interna da operadora. Isso depende das várias conexões entre ASs até que o caminho se complete. Mas qual a qualidade com que a operadora faz seu trânsito com as outras “nuvens”? Isso também precisa ser aferido, e é certamente algo mais complexo.

No entanto, aqui é preciso medir de alguma forma até onde vai a prática do mercado de interconexão em que uma rede subcompra o trânsito “de cima” para sobrevender o tráfego para baixo. Não há como fazer isso com medidas “fotográficas” — é preciso um modelo dinâmico de medição ao longo do tempo, permanente e regular, envolvendo uma “cesta” de “nuvens” com as quais a rede da operadora interage. E é preciso referenciar os resultados com os de outras operadoras, para identificar comportamentos comuns ou “pontos fora da curva”. Tudo isso está fora do que deseja o Sinditelebrasil.

De qualquer modo, considerando que estamos na segunda década do século XXI, o Sinditelebrasil deveria evitar no seu manifesto bobagens do tipo “o tablet do usuário é ruim” ou algo assim. Não há no Brasil ofertas de velocidades de rede para o usuário típico que possam saturar a placa de rede de um computador, mesmo com o velho e bom processador 286 — e duvido que haja um número significativo de usuários nesse patamar de tecnologia. Podem haver, sim, problemas relacionados à qualidade do circuito telefônico ou do cabo da TV por assinatura, ou ainda problemas de configuração (que deveriam ser cuidados pela operadora no ato da instalação do serviço) etc.

Como se não bastasse o manifesto abaixo, recebi em setembro outro manifesto do Sinditelebrasil que, no melhor estilo das empresas de midia, trazem os “especialistas” (no caso, apresentados como tal em medição de qualidade da banda larga) para dizer que é bobagem medir a qualidade do serviço a partir de quem *usa* o serviço. Chega a ser engraçado.

Em resumo, é preciso pensar em técnicas mais sofisticadas de medição que levem em conta o conjunto do trânsito das operadoras com as outras “nuvens” da Internet. Se elas não gostam do jeito que está, gostarão muito menos do jeito que ficaria se fossem
adotados esses critérios mais avançados. Mas o modelo atual já é um começo
para tentar estimar isso.

[]s fraternos

–c.a.
Instituto Nupef

==== msg do Sinditelebrasil =================

Rio, 31 de agosto de 2011

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Posição do SINDITELEBRASIL sobre o modelo de
medição da qualidade dos serviços de banda larga.

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*BANDA LARGA*
SINDITELEBRASIL: Modelo de medição da qualidade dos serviços de banda larga deve
se restringir às redes das prestadoras

O Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e
Pessoal (SindiTelebrasil) entende que a proposta, em estudo na Agência Nacional
de Telecomunicações (Anatel), sobre o modelo de medição da qualidade dos
serviços de banda larga deve se restringir às redes das prestadoras,
considerando as experiências internacionais, que, em grande maioria, se
restringem às redes do provedor de acesso.

Modelo de medição da qualidade dos serviços de banda larga deve se restringir
às redes das prestadoras

Brasília, 30 – A medição da qualidade da banda larga na rede das prestadoras
deve considerar um ambiente livre de interferências externas. Um modelo de
aferição das condições de prestação dos serviços de internet rápida que não
isole o ambiente a ser avaliado pode comprometer o desempenho das conexões e
resultar em uma conclusão que não reflita a realidade.

O Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e
Pessoal (SindiTelebrasil) entende que a proposta sobre o assunto, em estudo na
Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), deve considerar as experiências
internacionais, que em grande maioria se restringem às redes do provedor de acesso.

A conexão à internet, seja pela rede fixa ou sem fio, enfrenta uma série de
obstáculos até chegar à infraestrutura do prestador. As primeiras barreiras
podem estar no próprio terminal de acesso (computador, tablet e celular). Uma
baixa capacidade de processamento da máquina pode, por exemplo, diminuir a
velocidade de envio de uma mensagem ou ampliar o tempo para se baixar um vídeo.

A rapidez de uma conexão pode ser comprometida ainda por insuficiência de
capacidade de memória de armazenagem ou pela existência de vírus no terminal de
acesso. Se a rede da casa ou do prédio onde o cliente mora estiver deteriorada,
a velocidade de conexão é reduzida, o que pode ocorrer também quando mais de um
usuário, em terminais diferentes, se conectam ao mesmo tempo a um único acesso
de internet, por meio de sistemas sem fio (wifi).

Apesar de a Anatel afirmar que as medições devem se restringir às redes das
prestadoras, na proposta de Regulamento de Gestão da Qualidade do Serviço de
Comunicação Multimídia os indicadores de rede seriam avaliados a partir do
terminal do assinante, sem isolar as possíveis interferências do ambiente do
usuário.

O Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), por exemplo, utiliza
um método de medição da qualidade a partir de um equipamento chamado
“thin-client”, que é instalado na casa do usuário no lugar do terminal de
acesso. Esse equipamento simula as operações de acesso à internet, como envio de
e-mails e downloads de músicas, eliminando algumas das possíveis distorções das
medidas de qualidade.

O SindiTelebrasil entende que o método utilizado pelo NIC.br, feito por
amostragem, é o mais adequado, já que permite uma avaliação mais precisa da
qualidade dos serviços de banda larga. Para aprofundar as discussões sobre o
assunto, a Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil) promoverá na
quinta-feira, 1º de setembro, em Brasília, o seminário “Modelo de Avaliação da
Qualidade de Acesso à Internet em Banda Larga”, que contará com a presença de
especialistas para debater a experiência internacional sobre o tema.

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